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Licença-maternidade da Prefeitura ampliada

Mães poderão ficar 180 dias em casa

Professora Niedja Couto Herculano - Foto: Wilson LopesAs servidoras municipais de Teresópolis que estão grávidas, foram mães recentemente ou têm planos de ter mais filhos ganharam um presente: elas vão poder passar 180 dias em casa cuidando de seus bebês. No último dia 5 de maio, a Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, projeto de lei que aumenta de 120 para 180 dias o período de licença-maternidade.

Professora do Ensino Fundamental na Escola Estadual Municipalizada Hermínia Josetti, na Tijuca, Niedja Couto Herculano está grávida de quatro meses do primeiro filho e comemora a criação do novo benefício.

“A ampliação da licença-maternidade é uma grande conquista das servidoras municipais, pois aumenta o período de presença da mãe com o bebê, garantindo o seu direito à amamentação por mais tempo”, assinala Niedja. “É importante considerar que esta mudança também é significativa no que se refere à necessidade de contextualização das leis para atender as novas demandas da sociedade, já que grande parte das mulheres exercem atividades profissionais”, avalia.

E não são apenas as futuras mamães que poderão ficar mais tempo com seus filhos: a nova lei também aumentou de cinco para dez dias a duração da licença-paternidade para os funcionários do município. O objetivo é permitir que o pai possa auxiliar a mãe nos primeiros dias de vida da criança e garantir que ele providencie, sem problemas, o registro de nascimento do novo integrante da família.

Recentemente, o Senado já havia aprovado a ampliação do período de licença-maternidade de quatro para seis meses nas empresas privadas, que receberiam incentivos fiscais em troca da concessão do benefício às funcionárias. Só que, até agora, o projeto da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) ainda não foi votado na Câmara dos Deputados, nem sancionado pela Presidência da República, trâmites necessários para colocá-lo em vigor.

Apesar dos obstáculos para virar lei federal, a idéia já está servindo como incentivo à concessão de benefícios para novas mamães em diversos Estados. Inspirados na medida, Amapá, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Rondônia criaram leis que obrigam o aumento do tempo de afastamento nas empresas públicas. Bahia, Maranhão, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro também estão debatendo a mesma sugestão em suas Assembléias Legislativas.

Um levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria mostra que, além dos governos estaduais, pelo menos 40 municípios já adotaram, por lei aprovada e sancionada, a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses. O pioneiro na mudança foi Beberibe (CE).

Fonte: SecCom