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Aparelho que dá propulsão às pernas é febre na Europa Sistema articulado
permite agilidade sobre-humana Elas se parecem com as pernas de um canguru. Sobre as estruturas articuladas de alumínio e fibra de vidro, quem experimenta uma voltinha com o inusitado aparelho logo vê que imitar a performance do marsupial australiano exige destreza e equilíbrio. As botas, que lembram pernas biônicas, viraram
febre na Europa, no Japão e nos Estados Unidos. O aparato surgiu há quatro anos
e se difundiu rapidamente como um brinquedo para gente grande. Hoje, no entanto,
ensaia passos para se tornar um esporte. No mês de agosto, a cidade de Ostrava,
na República Tcheca, sediará pela segunda vez o Aubria, um encontro europeu de
usuários do aparelho, chamados de jumpers (do inglês, saltadores). “Quem me vê acha que está vendo um astronauta. Quem está com elas sente-se na Lua!”, diz. Fã de piruetas e mortais, ele também corre o risco de ser confundido com o Homem-Aranha por causa de peripécias. “Outro dia, saltei um Palio novinho e pulei de um
prédio para outro”, conta. As estripulias do acrobata, claro, exigem um preparo
específico. Quem usa o pula-pula está exposto ao risco de quedas e contusões e
deve usar capacete e proteção nos joelhos e cotovelos. É o caso do acrobata Wallace Alcântara, 20 anos. Formado pela Escola Nacional de Circo, do Rio, ele descobriu as botas ao pesquisar novas técnicas de acrobacia. Hoje, ensaia em São Paulo um espetáculo de acrobacias com mais dois artistas de circo. “Com elas, as seqüências e mortais que fazia no chão ficaram mais radicais”, conta. Na capital paulista o pula-pula também será usado no espetáculo de bonecos Pedro e o Lobo. A idéia de dar ao Lobo – o único personagem interpretado por uma pessoa na peça – uma cara moderna foi do criador visual Marco Lima. “Ele ficou mais assustador. Um passo dele é quase um pulo. É como ter molas nos pés”, explica. Fonte: IstoÉ Online |