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Nigéria afastada de
torneios internacionais por dois anos
Presidente quer
'colocar a casa em ordem'
O
governo da Nigéria anunciou nesta quarta-feira que vai retirar a seleção de
futebol do país de competições internacionais por dois anos, após o fraco
desempenho da equipe na Copa do Mundo da África do Sul. Relatos que chegam do
país indicam que a Federação Nigeriana de Futebol será dissolvida para a
formação de uma nova entidade, que terá a missão de reorganizar o esporte na
Nigéria.
"O presidente Goodluck Jonathan determinou que a Nigéria se retire de
competições internacionais por dois anos, permitindo assim que o país coloque
sua casa em ordem", disse o conselheiro especial da presidência Ima Niboro.
O governo pretende reavaliar também a atuação do comitê nigeriano responsável
pela campanha do país no Mundial. A Nigéria foi eliminada na primeira fase, sem
vencer nenhuma partida. A Fifa disse não ter recebido nenhuma comunicação
oficial sobre o assunto, mas ressaltou que os estatutos da entidade "não
permitem interferência política".
Correspondentes dizem que a Nigéria corre o risco de ter seus clubes e árbitros
suspensos de competições internacionais. O país deveria iniciar em setembro,
contra Madagascar, sua participação nas eliminatórias para a Copa Africana de
Nações de 2012.
França
Em Paris, parlamentares franceses também se reuniram nesta quarta-feira para
discutir o fraco desempenho da França na Copa da África do Sul. Integrantes da
comissão técnica, incluindo o treinador Raymond Domenech, foram ouvidos a portas
fechadas.
Políticos presentes no encontro afirmaram que o técnico responsabilizou a
imprensa pela campanha - a França marcou apenas um gol em três jogos e foi
eliminada na primeira fase.
A equipe foi criticada após ter boicotado uma sessão de treinamento em protesto
pelo desligamento do atacante Anelka, que teria ofendido Domenech. O presidente
da Fifa, Sepp Blatter, disse que a França corre o risco de suspensão caso o
governo do país decida intervir no futebol. Mas o parlamentar francês Jacques
Remiller disse que "isso não diz respeito apenas ao futebol". "Nossa honra está
em jogo", afirmou Remiller.
Fonte: BBC Internacional
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