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Francês explica recusa em apertar mão de Parreira

Seleção francesa vira 'assunto de Estado'

A desmoralização do time francês na Copa continua a ser assunto de Estado. O técnico da seleção, Raymond Domenech, e o ex-presidente da federação Jean-Pierre Escalettes foram ontem à Assembleia Nacional (Câmara dos Deputados) em Paris para explicar as razões que levaram os Bleus a entrarem em colapso na África do Sul.

A pedido do treinador, a audiência foi fechada, mas um deputado, Lionel Tardy, fez relatos no Twitter. Segundo ele, Domenech perdeu o controle sobre seus comandados após os xingamentos de Nicolas Anelka terem sido publicados num jornal.


"A capa do L'Équipe desencadeou tudo isso", escreveu Tardy no microblog. Dois dias após a derrota da França para o México, o diário esportivo descobriu que o atacante havia xingado o treinador no vestiário durante o intervalo da partida.

Em sua exposição, Domenech foi questionado também sobre sua recusa em apertar a mão de Carlos Alberto Parreira após o revés da França para a África do Sul. Domenech disse que seu comportamento foi uma resposta a uma suposta crítica do brasileiro à controversa classificação da França para a Copa-2010, que contou com um gol ilegal, em que Henry ajeita a bola com a mão.

Ainda segundo Tardy, Escalettes disse que enfrentou um muro [de oposição] entre os jogadores e que nunca tinha vivenciado algo parecido em 50 anos no futebol. Apesar de a Fifa ter feito críticas à audiência, o que poderia ser interpretado como interferência política na esfera esportiva, os deputados franceses voltaram a defender o debate.

"Ganhar ou perder faz parte da vida esportiva, mas, a partir do momento em que há consequências em termos de imagem internacional e nacional, nosso trabalho é tentar esclarecer", disse o deputado Renaud Muselier.

Fonte: Folha On Line